quarta-feira, 7 de junho de 2017

Em meio a julgamento, Temer diz que conduzirá governo até final de 2018

Com a possibilidade de ter o seu mandato cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o presidente Michel Temer defendeu nesta quarta-feira (07) a necessidade de ser otimista no país e afirmou que ficará à frente do Palácio do Planalto até o final de 2018.
Em anúncio do Plano Safra 2017/2018, o peemedebista disse que, diante dos dados de produção econômica, as pessoas não devem ser pessimistas em relação ao futuro do país, mas otimistas com o desempenho da atividade agrícola.
"É com essa alma, com essa animação, com esse vigor que essa solenidade provoca que vamos conduzir o governo até 31 de dezembro de 2018", disse.
Segundo ele, o objetivo da gestão peemedebista é recuperar a economia e permitir que o ano que vem seja "muito mais próspero", sem espaço para "improvisações". "O que queremos é a prosperidade do setor agrícola e da agropecuária", afirmou.
A Justiça Eleitoral retomou desde a terça-feira (06) o julgamento sobre a cassação da chapa presidencial de 2014. A aposta do presidente é de que o placar seja de 4 a 3 pela manutenção de seu mandato.
O clima do Palácio do Planalto, no entanto, não é de otimismo, como defendeu publicamente o presidente. A expectativa é de que na semana que vem a PGR (Procuradoria-Geral da República) apresente denúncia contra o presidente.
Para não se tornar réu e ser afastado temporariamente do cargo, ele precisa do apoio de 172 parlamentares na Câmara dos Deputados. Para evitar sua saída, o presidente tem negociado apoio com o chamado "centrão", grupo formado por siglas como PP, PR, PSD e PTB.
Nesta quarta-feira (07), por exemplo, ele receberá a bancada federal do PTB no gabinete presidencial. O partido tem buscado mais espaço na máquina pública do que o ocupado atualmente. Para isso, o Palácio do Planalto tem oferecido postos de siglas como PPS e PHS, que anunciaram formalmente o desembarque da gestão peemedebista
O presidente anunciou nesta quarta-feira (07) a oferta de crédito rural no montante de R$ 190,25 bilhões. O valor será disponibilizado no período entre julho de 2017 a junho de 2018. Para o intervalo, foram reduzidos os juros em comparação ao plano atual.
No custeio, os juros foram diminuídos de 8,5% e 9,5% ao ano para 7,5% e 8,5% ao ano. A expectativa é de que a safra do período chegue a 232 milhões de toneladas de grãos, 24,3% maior que a registrada no intervalo 2016/2017.

Fonte: Folhapress

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